Este trabalho conduz a uma visada literária e cultural, em que os olhares se voltam para as obras Pedro Páramo, de Rulfo e "Sarapalha", de G. Rosa, buscando compreender valor de duas produções distanciadas pelo espaço de uma realidade geográfica mas, entretanto, próximas por interações e diálogos.
"Sarapalha", quarto conto do livro Sagarana, de João Guimarães Rosa, insere-se em um espaço no qual as marcas humanas estão em processo de dissolução e a força da natureza está prestes a devolver as edificações ? e as pessoas que ainda sobrevivem ao barro original. No entanto, quanto mais o mundo se desfaz à sua volta, mais recrudescem nas personagens protagonistas - Primo Argemiro e Primo Ribeiro - os arcaicos valores patriarcais, sob o signo dos quais este mundo se constituiu.