O que primeiro chama atenção na linguagem e no estilo de Guimarães Rosa, entendido estilo como “definição de uma personalidade em termos lingüísticos” (CÂMARA, 1978: 13), é o caráter experimental do expediente poético que se esmera, ao máximo, na exploração do potencial expressivo da língua. Em Rosa, a realização da língua com finalidade expressiva pauta-se em procedimentos lúdicos que aliam primitivismo e erudição. O reagenciamento das construções e formações da língua popular e interiorana do Brasil efetua-se numa ordem estilística apuradíssima que, surpreendentemente, revitaliza o falar sertanejo, sem descaracterizá-lo.
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